Colabore! A sua participação é muito importante
O projeto é desenvolvido por uma equipe composta de pesquisadores em ambos os países e é coordenado pela Universidade de Aveiro, em Portugal, sob o financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.
Este questionário enquadra-se no âmbito de um Projeto no domínio das relações sociais de gênero e das políticas para a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens em Portugal e no Brasil. O objetivo do questionário é recolher dados sobre a situação de mulheres e homens que frequentam ou já concluíram cursos de Ensino Superior na área do Turismo.
Contatos: Dr. Carlos Costa
Fonte: ://www.facebook.com/#!/pages/Gender-in-Tourism-gentour/149535155078233
http://twitter.com/gentour@ Slidesharehttp://www.slideshare.net/gentour
Primeira Mostra da Doçaria Conventual e produtos tradicionais portugueses em Aveiro
A convite do Presidente da Associação dos Ovos Moles de Aveiro, Sr. José Francisco, que conheci no Congresso Europa das Nacionalidades, visitei a Primeira Mostra da Doçaria Conventual e produtos tradicionais portugueses realizada no Museu de Aveiro.
Os doces portugueses são famosos e deliciosos, e poder estar no Museu de Aveiro, é uma visita inesquecível.
A Mostra foi organizada pela Câmara Municipal de Aveiro, a APOMA -Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro e a QUALIFICA como forma de assinalar a proteção comunitária dos Ovos Moles de Aveiro , primeiro doce de origem conventual a ser qualificado no espaço comunitário e o primeiro em Portugal. Teve como palestrantes: José Francisco Silva Presidente da Direcção da APOMA, Ana Soeiro Secretária Geral da QUALIFICA, Dina Sousa representante da Câmara Municipal de Coimbra e Margarida Ferreira Directora do Museu de Aveiro.
A mostra reuniu exposição de documentos relativos aos 500 anos de história dos Ovos Moles de Aveiro e sua interligação ao Museu de Aveiro, bem como peças antigas relacionadas com o fabrico do doce.
Os Ovos Moles eram originariamente elaborados pelas religiosas que usavam a clara dos ovos para engomar os hábitos, e as gemas que não eram utilizadas, serviam para a elaboração do doce.
Atualmente, o doce pode ser encontrado em barricas de madeira com motivos da cidade de Aveiro, como os típicos moliceiros, ou em formatos marítimos como conchas e peixes. Os Ovos Moles podem ser considerados a identidade da cidade de Aveiro, um dos cartões postais da belíssima e acolhedora cidade.
Os doces portugueses são famosos e deliciosos, e poder estar no Museu de Aveiro, é uma visita inesquecível.
A Mostra foi organizada pela Câmara Municipal de Aveiro, a APOMA -Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro e a QUALIFICA como forma de assinalar a proteção comunitária dos Ovos Moles de Aveiro , primeiro doce de origem conventual a ser qualificado no espaço comunitário e o primeiro em Portugal. Teve como palestrantes: José Francisco Silva Presidente da Direcção da APOMA, Ana Soeiro Secretária Geral da QUALIFICA, Dina Sousa representante da Câmara Municipal de Coimbra e Margarida Ferreira Directora do Museu de Aveiro.
A mostra reuniu exposição de documentos relativos aos 500 anos de história dos Ovos Moles de Aveiro e sua interligação ao Museu de Aveiro, bem como peças antigas relacionadas com o fabrico do doce.
Os Ovos Moles eram originariamente elaborados pelas religiosas que usavam a clara dos ovos para engomar os hábitos, e as gemas que não eram utilizadas, serviam para a elaboração do doce.
Atualmente, o doce pode ser encontrado em barricas de madeira com motivos da cidade de Aveiro, como os típicos moliceiros, ou em formatos marítimos como conchas e peixes. Os Ovos Moles podem ser considerados a identidade da cidade de Aveiro, um dos cartões postais da belíssima e acolhedora cidade.
Na Mostra também estavam presentes os famosos Pastéis de Tentúgal cuja tradição na elaboração encantam os visitantes, e que com certeza são um produto turístico de grande atratividade. Uma aula proporcionada pela senhora Olga Cavaleiro, a quem tive a oportunidade de conhecer quando proferiu palestra no Congresso Europa das Nacionalidades e que encanta a todos que a conhecem.
| Os deliciosos Pastéis de Tentúgal Foto: revista cet , 2011 |
| Adriana Brambilla e Olga Cavaleiro, Grã-mestre da Confraria da Doçaria Conventual de Tentúgal (CDCT) |
Fontes: Revista Cet e Câmara Municipal de Aveiro, 2011
UNIVERSIDADE DE AVEIRO SEDIA CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE MITOS DE ORIGEM E NACIONALIDADES EUROPEIAS
Realiza-se de 9 a 11 de Maio, na Universidade de Aveiro, o Congresso Internacional ‘A Europa das Nacionalidades – Mitos de Origem: Discursos Modernos e Pós-Modernos’. Cerca de 300 investigadores de todos os continentes estarão em Portugal para discutir os mitos de nacionalidade europeus, e suas reinvenções modernas e pós-modernas a partir de diversas perspectivas das ciências sociais e humanas, das artes e da literatura.
Nas 55 mesas redondas, distribuídas em 8 sessões paralelas, temas tão variados quanto as representações do Milagre de Ourique nos livros escolares portugueses, a cultura nacional da Lituânia sob o impacto da cultura de massas ou a recriação do Sebastianismo no Brasil exemplificam a multiplicidade de origens e perspectivas teóricas dos participantes do Congresso. As conferências plenárias serão proferidas por nomes como Patrick Geary, Eduardo Lourenço e Zygmunt Bauman, dentre outros de igual destaque na comunidade científica internacional e à frente da Comissão Científica está o Dr. Guilherme de Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura e Presidente do Tribunal de Contas.
Para além da excelência do programa científico, uma forte agenda cultural foi preparada pela Organização do Congresso, incluindo provas da gastronomia portuguesa, música, poesia e visitas guiadas a locais de grande relevância para a identidade nacional, tais como o Palácio do Buçaco e a Quinta das Lágrimas.
O Congresso Internacional ‘A Europa das Nacionalidades – Mitos de Origem: Discursos Modernos e Pós-Modernos’ é uma realização conjunta da Universidade de Aveiro, através do seu Departamento de Línguas e Culturas, do Centro de Línguas e Literaturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa - CLEPUL e da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos - CompaRes.
Com excepção da abertura do congresso que será feita no Auditório da Reitoria da UA, todas as sessões acontecerão no Edifício do Complexo Pedagógico da mesma universidade, sempre a partir das 9h da manhã. O encerramento está previsto para o dia 11 de Maio, às 12h30.
O Programa do Congresso pode ser consultado em: http://europe-nations.web.ua.pt
Para mais informações escreva para: dlc-europe-nations@ua.pt
ou contacte-nos pelos TLMs:
935351467 – Profa. Larissa Latif (membro da Comissão Executiva)
938405104 – Profa. Maria Manuel Baptista (Presidente da Comissão Executiva)
Jornadas de doutorandos e pós-doutorandos
Numa organização do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), realizou-se no dia 2 de Maio de 2011 na Universidade do Minho a "Jornadas de doutorandos e pós-doutorandos: projectos e experiências".
O encontro, cuja coordenação científica pertence a Jean-Martin Rabot, foi de fundamental importância pois possibilitou uma discussão sobre os projetos e uma valiosa troca de experiências.
O encontro, cuja coordenação científica pertence a Jean-Martin Rabot, foi de fundamental importância pois possibilitou uma discussão sobre os projetos e uma valiosa troca de experiências.
Parabenizamos o Dr. Rabot por essa iniciativa.
Fonte: Brambilla, 2011
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| Dr. Rabot na abertura da Jornada Foto: CET, 2011 |
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| Jornada na Universidade do Minho Foto: CET, 2011 |
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| As senhoras Ana Leite e Giovana Araújo apresentando seus trabalhos. Ao centro o professor Dr. Rabot Foto: CET, 2011 |
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| As senhoras Adriana Brambilla e Joana Ribeiro na apresentação dos projetos Foto: CET, 2011 |
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| As senhoras Luzia Pinheiro e Amália Fonseca na apresentação de seus projetos com a presença do Dr. Rabot Foto: CET, 2011 |
Jornadas de doutorandos e pós-doutorandos: projectos e experiências
Numa organização do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), realiza-se na próxima segunda-feira (2 de Maio), entre as 14h00 e as 18h00, na Sala de Actos do Instituto de Ciências Sociais (Universidade do Minho), a iniciativa intitulada "Jornadas de doutorandos e pós-doutorandos: projectos e experiências".
O encontro, cuja coordenação científica pertence a Jean-Martin Rabot e que tem como objectivo a troca de ideias e a discussão dos projectos e experiências, terá como intervenientes doutorandos e pós-doutorandos dos Professores Patrick Tacussel (CRI - Centre de Recherche sur l'Imaginaire, Montpellier), José Neves, Albertino Gonçalves, Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, do CECS, das Professoras Maria Manuel Baptista e Gillian Moreira, do CLC (Centro de Línguas e Culturas - Aveiro), e da Professora Margarida Durães do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Universidade do Minho - Guimarães).
A entrada é livre.
Listagem dos projectos a apresentar:
- Bertrand Vidal: «Mitanálise das imagens da catástrofe».
- Marianne Celka: «As imagens da libertação animal»
- Giovanna de Aquino Araújo: «Identidades plurais no espaço das feiras».
- Carlos Filipe Martins: «Sentido narrativo. A narratividade na arte».
- Pedro Costa: «Entre o ver e o olhar. Ecos e ressonâncias ecrãnicas».
- Luzia Pinheiro: «O ciber-bullying».
- Esser Jorge: «Reconversão económica na capital europeia da Cultura».
- Vera Duarte: «Percursos de delinquência de jovens adolescentes».
- Mario Camarão: «A Utopia do pós-humano».
- Adriana Brambilha: «Enoturismo e Cultura: um estudo na região do Douro».
- Ana Leite Vilela: «O paradoxo da identidade na pós-modernidade».
- Amália Fonseca: «Cultura digital e cultura local».
- Joana Ribeiro: «Representações humorísticas das mulheres».
- Júlia Tomás: «Comunicação social e consciência: o tráfico de seres humanos».
Fonte: Vítor de Sousa
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedadehttp://www.comunicacao.uminho.pt/cecs
O encontro, cuja coordenação científica pertence a Jean-Martin Rabot e que tem como objectivo a troca de ideias e a discussão dos projectos e experiências, terá como intervenientes doutorandos e pós-doutorandos dos Professores Patrick Tacussel (CRI - Centre de Recherche sur l'Imaginaire, Montpellier), José Neves, Albertino Gonçalves, Moisés Martins e Jean-Martin Rabot, do CECS, das Professoras Maria Manuel Baptista e Gillian Moreira, do CLC (Centro de Línguas e Culturas - Aveiro), e da Professora Margarida Durães do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, Universidade do Minho - Guimarães).
A entrada é livre.
Listagem dos projectos a apresentar:
- Bertrand Vidal: «Mitanálise das imagens da catástrofe».
- Marianne Celka: «As imagens da libertação animal»
- Giovanna de Aquino Araújo: «Identidades plurais no espaço das feiras».
- Carlos Filipe Martins: «Sentido narrativo. A narratividade na arte».
- Pedro Costa: «Entre o ver e o olhar. Ecos e ressonâncias ecrãnicas».
- Luzia Pinheiro: «O ciber-bullying».
- Esser Jorge: «Reconversão económica na capital europeia da Cultura».
- Vera Duarte: «Percursos de delinquência de jovens adolescentes».
- Mario Camarão: «A Utopia do pós-humano».
- Adriana Brambilha: «Enoturismo e Cultura: um estudo na região do Douro».
- Ana Leite Vilela: «O paradoxo da identidade na pós-modernidade».
- Amália Fonseca: «Cultura digital e cultura local».
- Joana Ribeiro: «Representações humorísticas das mulheres».
- Júlia Tomás: «Comunicação social e consciência: o tráfico de seres humanos».
Fonte: Vítor de Sousa
Centro de Estudos de Comunicação e Sociedadehttp://www.comunicacao.uminho.pt/cecs
Turismo e a economia dos sonhos
Adriana Brambilla
O turismo desempenha um papel significativo na economia mundial, seja na geração de empregos, na contribuição do Produto Interno Bruto dos países, no efeito multiplicador na economia, entre outros aspectos. Recentemente o turismo tem despontado e encontrado inúmeras oportunidades na chamada economia dos sonhos. Segundo Gilmore e Pine (1999), a economia dos sonhos, também chamada de economia da experiência, caracteriza-se por apresentar quatro fatores: a educação, o entretenimento, a estética e o envolvimento. Ao analisarmos esses fatores sob o ponto de vista da atividade turística, podemos perceber que essa economia é uma grande oportunidade para um maior desenvolvimento das localidades turísticas. O turismo possibilita aos turistas a educação, ou seja, as atividades ofertadas possibilitam algum tipo de aprendizado, mesmo que a viagem tenha fins exclusivamente de lazer; o entretenimento, que pode ser compreendido como um momento de descontração, é um dos objetivos do turismo ao propor aos viajantes à “quebra de rotina”, a descontração; a estética que podemos entender como a aparência, a embalagem, e no caso do turismo temos as paisagens naturais, os monumentos históricos; e o envolvimento isto é, o grau em que as pessoas se interessam pelo produto e/ou serviço oferecido, que pode ser visto como o interesse crescente dos turistas em conhecer e participar da realidade do local visitado. Diante do exposto, podemos perceber através de pesquisa bibliográfica e de relatos dos turistas e do trade turístico, a importância do turismo na economia dos sonhos. É fundamental observarmos as necessidades dos turistas e aproveitarmos as oportunidades do turismo para incrementarmos a participação deste na economia e no desenvolvimento das localidades turísticas.
Referência Bibliográfica
GILMORE, James; PINE, Joseph. The experience Economy: Work is Theatre & Every Business a Stage. Harvard: Harvard Business School Press, 1999.
Trabalho aprovado para o Congresso Nacional de Turismo de Ambiente-Portugal
Enoturismo: Uma inovação sustentável.
Mestra Adriana Brambilla
Universidade Federal da Paraíba
Universidade de Aveiro
GCET/UFPB
Doutor Jean Martin Marie Rabot
(Orientador)
jmrabot@ics.uminho.pt
Universidade do Minho
O turismo ao buscar alternativas sustentáveis vem desenvolvendo novos segmentos, e entre estes podemos destacar o enoturismo ou o turismo do vinho, um nicho turístico voltado ao vinho e à vinha. A sustentabilidade do enoturismo está ligada ao fato de promover o desenvolvimento regional, considerando os aspectos econômicos, culturais e ambientais. O turismo do vinho pode ser citado como um exemplo de nicho que vem possibilitando a implantação da atividade turística em regiões antes consideradas sem qualquer vocação turística. De acordo com Simões (2008), o enoturismo por sua especificidade encontra no meio rural, e em especial nas regiões menos desenvolvidas, o seu local de desenvolvimento, pois estes territórios conservam as características originais. O turismo do vinho pode assim ser considerado uma inovação sustentável, pois também viabiliza a ampliação do conceito de produto. Estes produtos podem variar desde a visita às instalações vitivinícolas, a prova dos vinhos, a gastronomia, museu, arquitetura do local, hospedagem até tratamentos de saúde e beleza baseados no vinho, os spas. Neste sentido, pretendemos, neste trabalho, apresentar as contribuições do enoturismo para a sustentabilidade das localidades onde se desenvolve. Para a consecução deste objetivo realizamos uma pesquisa bibliográfica e a observação in loco nas regiões do Douro (Portugal), no Vale do Vinhedo e no Vale do São Francisco (ambos no Brasil) as quais nos permitiram conhecer os benefícios trazidos pelo turismo do vinho nas regiões em estudo. O Enoturismo nestas regiões, embora com características muito distintas, tem possibilitado a implantação de atividades turísticas sustentáveis, ressalvando-se a importância do Governo, do Trade Turístico e da população atuarem em conjunto visando os princípios do desenvolvimento sustentável. Ressaltamos ainda que, este estudo terá continuidade em uma tese de doutorado.
Palavras-chave: Enoturismo, inovação, sustentabilidade.
Referência Bibliográfica
SIMÕES, Oliveira. A vinha e o vinho em Portugal: contributos para o desenvolvimento local e regional. Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Coimbra, 2002.
Fonte: Trabalho aprovado para o Congresso Nacional de Turismo de Ambiente- Portugal.
CONGRESSO EUROPA DAS NACIONALIDADES
Esta Conferência Internacional, realizada sob o alto patrocínio do Presidente da Comissão Europeia, tem assim, como objectivo primordial, contribuir para o vasto fundo de reflexão acerca do futuro da Europa unida, precisamente porque diversa e múltipla nos seus Mitos de Origem relacionados com as diversas nacionalidades que as constituem. Investigadores e peritos nacionais e internacionais, reconhecidos nos campos das artes e das ciências humanas e sociais, contribuirão para o aprofundamento do debate em torno do tema proposto e das linhas fundamentais que configuram a eterna demanda identitária, entre a legitimação narrativa e as várias metamorfoses dos mitos de origem. O Congresso Internacional, cuja Comissão Científica é presidida pelo Dr. Guilherme de Oliveira Martins, terá lugar na Universidade de Aveiro, Portugal, entre os dias 9, 10 e 11 de Maio de 2011, e é uma organização conjunta do Centro de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro (CLC), do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Universidade de Lisboa (CLEPUL) e da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos (CompaRes).
Fonte: Maria Manuel Baptista- http://europe-nations.web.ua.pt/
CIDADANIA E TURISMO
Flora Queiroga Tabosa
Estudante do Curso de Turismo da UFPB
Grupo de Cultura e Gestão em Turismo-GCET/CNPQ
e-mail:floraqueiroga@gmail.com
Adriana Brambilla
Professora do Curso de Turismo da UFPB
Grupo de Cultura e Gestão em Turismo-GCET/CNPQ
e-mail: adrianabrambillaa@yahoo.com.br
RESUMO Esse trabalho resulta de uma participação no projeto “O Futuro Visita o Passado” o qual está inserido no “Programa de Educação Patrimonial João Pessoa, Minha Cidade” desenvolvida no município de João Pessoa, Paraíba, no período de 2009/2010. O desenvolvimento do projeto envolveu o acompanhamento de alunos do nível fundamental de ensino da rede municipal para conhecer os principais monumentos do centro histórico de João Pessoa. E, além de conhecerem a história da cidade desde o seu surgimento, também tiveram acesso a noções essenciais sobre patrimônio e sua importância para todos, enquanto cidadãos, a partir do conhecimento de conceitos e exemplos práticos sobre cultura, memória e identidade. Entende-se que esta iniciativa é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do endomarketing, como forma de promover a auto-estima dos jovens, sobretudo quando se pensa na tendência mundial de fomento às políticas públicas voltadas à preservação da identidade regional e local, como forma de garantir cidadania. A prática do endomarketing aliada à atividade turística torna os moradores agentes ativos na preservação e divulgação da cultura local. Reconhecer monumentos históricos, manifestações culturais e costumes em geral da região em que se vive e identificar-se com os mesmos, como algo que faz parte de nós enquanto seres humanos e cidadãos, é de extrema importância para o estabelecimento de uma identidade coletiva e consequente valorização e preservação dos bens culturais do local onde se vive.
PALAVRAS-CHAVE: Turismo. Endomarketing. Cidadania.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
BRAMBILLA, Adriana. Orientações para Elaboração de Artigos Científicos. UFPB, João Pessoa, 2009 (BC/CDU: 001.891).
DIAS, Reinaldo. Turismo e Patrimônio Cultural: recursos que acompanham o crescimento das cidades. São Paulo: Saraiva: 2009.
MARTINS, Clerton. Patrimônio Cultutal: da memória ao sentido do lugar. Rio de Janeiro: Roca, 2006.
IPHAN. Programa de Educação Patrimonial João Pessoa, Minha Cidade. Orientações Pedagógicas. João Pessoa, 2009.
Publicado no CCHLA EM DEBATE -2010
ENOTURISMO E O PATRIMÔNIO CULTURAL
.
ENOTURISMO E O PATRIMÔNIO CULTURAL
BRAMBILLA, Adriana¹
Resumo
Partindo-se da compreensão que o turismo é uma atividade de grande crescimento em todo o mundo, é possível observar seus impactos nos locais onde se tem desenvolvido de forma desordenada e sem uma gestão sustentável. Neste caso podemos ver o turismo de massa, geralmente caracterizado pela ampla divulgação e pouca preocupação com infra-estrutura, acolhimento dos turistas, proteção dos meios natural e cultural e resultados para a população local. Ao contrário deste, alguns segmentos turísticos pelos seus próprios objetivos e perfis dos turistas podem gerar benefícios de forma sustentável para o núcleo receptor. Como exemplo pode-se citar o enoturismo. Uma atividade relacionada ao vinho e que está diretamente ligada ao modo de produção local, ao conhecimento da forma como vivem as pessoas que trabalham nos locais. Pode-se destacar que um dos principais objetivos do enoturista é ver e vivenciar a realidade local. Por isso, o enoturismo pode ser um exemplo do turismo de experiência, ao permitir que os turistas vivenciem a realidade local. As atividades turísticas ligadas à produção do vinho são hoje para muitos países, alternativas para o desenvolvimento regional. Costa e Dolgner (2003) explicam que “o enoturismo, associado a uma estratégia de marketing, terá como objetivo fundamental a promoção do desenvolvimento regional numa perspectiva econômica, social, cultural e ambiental” Assim, o presente estudo propôs discutir o enoturismo como uma forma inovadora da preservação do patrimônio cultural a ser desenvolvido nos destinos turísticos onde se tem a produção de vinhos. Para a consecução do objetivo deste trabalho foram feitas pesquisas bibliográficas em livros, sites, revistas científicas, com o intuito de realizar um estudo exploratório inicial, que terá continuidade em um projeto de doutorado. O conceito utilizado neste trabalho para patrimônio cultural será o de Boyd (2002, p. 213) por apresentar toda a amplitude do termo, ao considerar que “o patrimônio deve ser dividido em: natural (locais de beleza extraordinária), cultura (costumes), industrial e pessoal (aspectos que têm significado para uma pessoa ou grupos de pessoas) e também propõe que as formas de turismo recreativo praticadas dentro de um bem patrimonial, seja natural ou cultural, sejam classificadas como turismo cultural”. O enoturismo, segundo Hall e Sharples (2003), pode ser definido como a visita, às vinícolas, aos festivais de vinho, aos espetáculos relacionados, de modo a provarem os vinhos produzidos nessas regiões visitadas. Costa (2009) acrescenta que essas atividades, como a experiência de observar a fabricação dos vinhos, experimentar os diferentes tipos de vinhos produzidos numa determinada região, provar a gastronomia local e conhecer os costumes regionalizados é uma forma especial de entrar em contato direto com a cultura, com o meio e com a população de um local em visitação. Segundo Inácio e Cavaco (2010), “o enoturismo surgiu após a Segunda Guerra Mundial, com as visitas às caves e adegas, porém, somente nos anos noventa surge como fenômeno autônomo”. O turismo vem se dividindo em vários segmentos e nichos com o objetivo de atender às expectativas dos consumidores. Como resultado dessa divisão, tem-se o surgimento de vários produtos turísticos que vão se adequando não só à demanda, mas também às características dos núcleos receptores, o que vem permitindo atender de forma mais criteriosa diferentes públicos e também viabilizando a implantação de atividades turísticas em diversos locais, e não apenas nos grandes centros urbanos ou nos locais de sol e mar. Regiões antes, sob o ponto de vista do turismo de massa, sem qualquer atrativo turístico têm-se tornado, altamente atraentes para o turismo, após a definição dos segmentos de atuação turística. O enoturismo pode ser citado como um exemplo de nicho que vem possibilitando a implantação da atividade turística em regiões antes consideradas sem qualquer vocação turística. De acordo com Oliveira (2003) o enoturismo por sua especificidade encontra no meio rural, e em especial nas regiões menos desenvolvidas, o seu local de desenvolvimento, pois estes territórios conservam as características originais. O enoturismo ao despertar o interesse pelo patrimônio local contribui para a conservação dos prédios, história, artesanato, gastronomia, entre outros. Um exemplo é a Biltmore House, na Carolina do Norte, Estados Unidos, onde a maior casa de família do país, com 250 cômodos, passou a ter sua principal fonte de renda a partir do enoturismo e do turismo gastronômico. “Como conseqüência, o turismo foi um fator de revitalização assim como de afirmação cultural e econômica do local”. (www.furb.br). Segundo Oliveira (2003), um dos grandes atrativos do enoturismo é o elevado gasto médio diário dos turistas, e o fato de os enoturistas buscarem conhecer locais que conservaram as características etnográficas e a autenticidade, estimula a proteção das tradições e do meio-ambiente como forma de perpetuar a oferta turística. O enoturista tem como fator de motivação o conhecimento, o aprendizado, e por isso respeita e promove a valorização dos costumes das populações receptoras. Ao valorizar essas populações, incentiva a preservação do patrimônio histórico, viabiliza a participação ativa da comunidade na organização das atividades turísticas e a inserção destes no mercado de trabalho.
Palavras-chave: enoturismo, cultura, preservação
Referências bibliográficas
CAVACO, Carminda e INÁCIO, Ana Isabel. Enoturismo em Portugal: forma de desenvolvimento regional e afirmação cultural local. Revista Turismo e Desenvolvimento. Nº 13/14/2010. Vol.2.
COSTA, A; DOLGNER, R. O enquadramento legal do Enoturismo. 1º Encontro do Turismo em Espaço Rurais e Naturais. Escola Superior Agrária de Coimbra, 2003
COSTA, Ewerton Reubens Coelho. Enoturismo retomando o culto a Baco através do turismo. eGesta, v. 5, n. 3, jul.-set./2009, p. 27-38eGesta - Revista Eletrônica de Gestão de Negócios da Universidade Católica de Santos
HALL, M., SHARPLES, L The Consumption of Experiences or the Experience of
Consumption? An Introduction to the Tourism of Taste In Hall, M. et al. Food Tourism Around the World. Oxford: Elsevier,2003
OLIVEIRA, Simão Pedro Ravara de O Turismo Gastronômico e o Enoturismo como potenciadores do Desenvolvimento Regional. Escola Superior de Tecnologia do Mar - IP
www.jornaldeturismo.com.br. < acesso em 30/03/2010>
www.gastroonline.com.br < acesso em 05/04/2010>
www.furb.br < acesso em 05/04/2010>
Trabalho apresentado no Fórum Internacional da Associação Mundial para a Formação em Turismo e Hotelaria - AMFORHT.2010
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